domingo, 17 de março de 2013

Casos e coisas da Bahia (1950) - Antonio Vianna

Este material é uma publicação do Museu do Estado da Bahia, que em nota anunciou ser uma publicação diferente das habituais da instituição pelo caráter "não cientifico" da obra. Expõe que o trabalho (as crônicas  reunidas na obra) de Antonio Rodrigues Vianna (1868-1951) pode ser de grande contribuição para se conhecer "uma alma genuína da terra", tipica de uma Bahia dos vinte e cinco anos iniciais do século XX. Apostam (e eu endosso em baixo!) que esse tipo de material (crônicas, noticias de jornais, romances, memórias e cartas) é de grande valor para a pesquisa de um tempo, uma mentalidade, uma prática, um ... , ou ainda, para fornecer respostas as nossas perguntas.



No caso de Antonio Vianna, são relatos de uma juventude de antes da primeira grande guerra. Lembranças de uma Bahia muito distinta da dos anos 50 (período da publicação da obra), o que se dirá de hoje, então!

O autor:

Infelizmente não encontrei maiores informações sobre Antonio Vianna. Caso algum camará  tenha, peço a gentileza de me escrever.

A crônica sobre os capoeiras da época: 


VALENTES À UNHA

A crônica é o relato das lembranças de Vianna sobre personagens da "velha Salvador", "Mestres desenganados da cabeçada, do rabo de arraia, do aú, da tesoura, do tronco do, balão, do tapa-ôiho dormideira, da calço, do salto mortal, do pega à unha, [...] Tão comum aos valentes que conheci.". Tomamos aqui, que Antonio Vianna irá (re)construir um tipo de capoeira, fruto de sua experiência e de um tempo datado.

Caracteriza os capoeiras da Salvador de antes da Primeira grande Guerra, narrando um conflito entre "ganhadores e carroceiros" do Cais do Ouro (Praça Deodoro). Fala de toda a violência dos encontros e desencontros dos dois grupos, e da ação da polícia contra os "brigadores". Conta ainda, o dia seguinte: da rotina desses homens, da manhã até o findar da tarde, quando vão para casa. E finaliza:

"Dois ou três dessa dessa classe bastavam para fechar o posto do distrito, arribando como armamento, e pondo em fuga os guardas".

Encerrando a crônica, Vianna se refere aos capoeiras de outrora como homens sempre em estado de alerta e portadores de uma longevidade impar.

Aproveite a leitura:

A crônica:





A Nota:




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