quinta-feira, 9 de maio de 2013

No tempo dos vice reis (1938) - Luís Edmundo

Esta obra é uma publicação de Luis Edmundo, poeta e cronista que declamou e narrou a cidade de seu coração: Rio de Janeiro. Escreveu no inicio do século XX sobre o cotidiano da cidade colonial, a partir de uma centena de pesquisas, e dentre os aspectos do século XVIII que encantaram o autor está o capoeira. Um presente personagem da cidade daquele tempo.


O autor: Luis Edmundo (1878-1961)

Luís Edmundo (de Melo Pereira da Costa) ocupou a Cadeira de número 33 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 18 de maio de 1944. Nasceu no Rio de Janeiro, em 26/06/1878 e faleceu na mesma cidade ao 86 anos, em 8/12/1961. Foi um expoente do Simbolismo brasileiro. Nos anos de 1900 trabalhou na imprensa carioca e publicou seu primeiro livro de versos, Nimbus, em 1899, logo seguido de Turíbulos, em 1900, e Turris eburnea, em 1902, reunindo-os, mais tarde, no volume das Poesias (1896-1907). Tornou-se um poeta muito popular, suas poesias eram declamadas nos salões da época.
Apaixonado pela cidade do Rio de Janeiro, Luís Edmundo passou a escrever crônicas sobre a cidade. Concentrou suas pesquisas no século XVIII, "no tempo dos vice-reis", para isso foi a Portugal e Espanha visitar arquivos e bibliotecas e reuniu um grande material. Voltou e escreveu a crônica do passado, em O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis e A corte de D. João no Rio de Janeiro, e também sobre a cidade de seu tempo, em O Rio de Janeiro de meu tempo e nas suas Memórias.


A obra: O Rio de Janeiro no tempo dos Vice-reis (1938)

O livro publicado em três volumes: No tempo dos vice-reis (1938), obra de Luís Edmundo, constrói uma representação minuciosa da cidade do Rio de Janeiro do século XVIII. Aqui foi digitalizado parte de uma edição publicada na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Recortei somente o que diz respeito a capoeira. 
Capoeira, Washt Rodrigues
No capitulo IV - Aspectos da vida e das ruas, o autor narra as lojas de toldos, a relação entre caixeiros e patrões e sua curiosa forma de comercio; conta também sobre os tipos da rua, a passagem de um cortejo, e finaliza com a descrição de um capoeira: O capoeira, sua vida, suas aventuras e sua religião.
Isso acontece mais especificamente no final da página 49. Luís descreve uma pessoa encostada na porta de um armazém, uma figura desengonçada que mergulha e desaparece.

"Fala forte. Gargalha. Cheira a aguardente e discute. É o capoeira." (p.49)

Me pareceu ao ler a cronica que Luís Edmundo se referiu a um mestiço, pois seu personagem, diz ele, apesar de não ter o porte atlético de um negro era temido por toda a gente. Neste ponto, a descrição fala das habilidades do capoeira para vencer muitos oponentes, e quando a coisa aperta, sua habilidade de desaparecer. 
Interessante é a descrição de uma outra faceta do capoeira, seu gosto pela música e festejos da época. Encerra sua descrição lembrando que o capoeira esta ligado a maus hábitos, e tenta justificar porque onde ele vive é um comercio do vicio e do crime.

Vale a pena conhecer: foram postadas as páginas do capitulo 4 na integra, mais o prefacio da RIHGB. Boa leitura!







 



















Prefacio:

 


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Semeando 2013-14 
Click na imagem pra obter maiores informações.
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